Cervejas de guarda: Já imaginou degustar uma cerveja da década de 80?

O mercado de cervejas especiais teve o seu “boom” nos últimos 2 anos e se fortificou bastante em 2010, principalmente com a abertura de várias importadoras especializadas em cervejas, além de pubs, bares, lojas, empórios e e-commerce, como é o caso da Cerveja Gourmet. Isso já facilitou muito a procura por determinados rótulos, principalmente em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e algumas cidades do sul, como Porto Alegre, Curitiba, Blumenau, dentre outras.

Mas ainda há algumas cervejas que são consideradas raras pela pequena produção e porque chegam nas mãos de poucas pessoas, como é o caso de edições limitadas lançadas pelas cervejarias artesanais brasileiras, tanto em chope quanto em garrafa (exemplos: Colorado Ithaca, Colorado Double India Pale Ale, Bamberg St. Michael, Biertruppe Vintage Nº1, e a novata Wals Brut).

Porém temos cervejas mais raras ainda, aquelas conhecidas como as cervejas de guarda (nesse caso as raras seriam de lotes que foram produzidos já há alguns anos atrás), que podem ser tomadas depois de muitos anos, como é o caso da canadense Trois Pistoles (com validade de cerca de 8 anos) e a italiana Baladin Xyayu (onde no rótulo, no campo data de validade, o fabricante especifica “Consumir antes do fim do mundo“).

O Frangó, por exemplo, oferece em seu menu uma degustação vertical da belga Cuvée van de Keizer. Se não me engano, há garrafas de safras desde 2000.

Bom, e por que eu expliquei tudo isso? Porque não faria sentido algum eu dizer que um amigo abriu uma RARIDADE de garrafa da década de 80 neste mês de março. Alguns me perguntariam se ele ainda está vivo!

Guilherme Balbin e João Rensi encontraram essa raridade por acaso, numa viagem ao interior de São Paulo. Foram almoçar num restaurante que tinha algumas garrafas de cerveja enfeitando o ambiente, todas vazias. Como colecionam garrafas (possuem mais de 600 diferentes do mundo todo) choraram e conseguiram uma garrafa da Maredsous bem antiga:

Ai eles encontraram uma garrafa que estava cheia. Depois de muito papo e negociações com o proprietário do lugar (restaurante que não tem nada a ver com cervejas especiais) conseguiram comprar a garrafa por R$100,00. A cerveja é a St. Paul, uma belga dubbel, e estimam que ela seja de 1988 / 89.

Segundo Guilherme, com esses mais ou menos 21 anos guardada ela evoluiu apenas no aroma. No paladar parecia uma barley wine aguada. “Por incrivel que pareça ela fez um pouco de espuma… mas muito pouco mesmo…  a cor era marrom avermelhada (como você pode ver na foto). O aroma complexo de Porto, frutas, álcool e frutas secas. O sabor segue o aroma, porém com tudo muito atenuado, além de um sabor de uva”.

Podemos dizer que é uma experiência para poucos, e com certeza vale passar por ela!

Se você também já degustou alguma cerveja rara, envie para a gente fazer um post.

Um comentário

  1. Ricardo disse:

    Estou comprando as Cuvée van de Keizer Blauw de 2, uma deixo guardada e a outra eu bebo. A ideia é juntar 10 anos.

Deixe seu comentário