Domingão, calor de 30ºC (se não tiver sido mais), e você pensa: Vou encher a cara de Pilsen comercial, vou comprar barris de Heineken e beber litros de breja. Tô certo? Bom, mas tem ai uma opção diferente e refrescante. Que tal tomar um sorvete harmonizado com uma cerveja? Já ouviu falar disso? Obs: Não, não é vaca preta ok?!
Eu estava com uma garrafa da cerveja americana Flying Dog Gonzo Imperial Porter dando sopa lá em casa, de tarde. Tinha também sorvete de flocos no freezer. Ai pensei:
1- Cerveja porter harmoniza com doces, principalmente à base de chocolate;
2- Hoje está calor;
3- Sorvete de flocos tem chocolate;
4- Logo vamos degustar ambos juntos e bolar uma harmonização!
E digo já que a harmonização ficou espectacular, fica aqui a minha dica. Prove e diga o que acha!
Sobre a cerveja:
A Gonzo Imperial Porter é uma cerveja negra, aveludada, com creme bege, médio e de longa duração. No aroma e no sabor é possível sentir o malte torrado, além de notas de café e chocolate destacando-se junto ao lúpulo.
Origem: Estados Unidos
Família: Ale
Estilo: Porter
Graduação Alcoólica: 7,8% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperatura ideal de consumo: entre 8 e 12 ºC
Copo ideal: Taça
Preço médio: R$17,50 (http://www.cervejagourmet.com)
Vocês que me acompanham já sabem que começo de semana é mais tranquilo e geralmente quando fico inspirado baixa o espírito de cozinheiro, aquele que não segue receitas e vai fazendo as coisas da cabeça, heheh.
Eu estava querendo fazer alguma receita de carne de panela ou algo semelhante que levasse Guinness. Decidi então fazer bombom de alcatra ao molho madeira. Ai veio a invenção: Substituir o vinho madeira por cerveja Guinness.
Essa receita rende 04 porções (contando o risoto, que comprei pronto e ficou uma delícia também):
- 400grs de bombom de alcatra;
- 01 latinha de Guinness;
- 01 potinho de cogumelos fatiados;
- 1/4 de uma cebola grande picada;
- 02 colheres de sopa de manteiga;
- Aproximadamente 50grs de farinha de trigo;
- 01 caldo Knorr de potinho sabor carne (pode ser substitúido por 01 tablete também, é que eu queria experimentar o do potinho mesmo);
- 01 colher de sopa de mostarda Hemmer com ervas finas (pode ser qualquer uma);
- 01 colher de sopa de catchup Henz (pode ser qualquer um, mas ressalto que a qualidade dos ingredientes faz diferença, não vai me pegar um daqueles catchups de boteco que é mega doce que provavelmente não ficará muito bom, heheh);
- Sal a gosto (se for usar o caldo de carne de potinho, vai salgando e experimentando, pois ele é mais salgado que o tablete);
- Pitada de pimenta do reino (opcional, eu pensei agora mas não usei na minha receita);
- Manjericão a gosto (só para dar um sabor)
Fora isso, comprei 02 pacotinhos de risoto Tio João à Valligiana. Para fazer é só seguir os passos da embalagem, sem erro.
Antes que eu me esqueça, eu queria fazer essa receita, mas tinha que deixar pronto em 30 minutos. O risoto pronto fica em 15 minutos, e o molho e carne em 30 certinho. Como decidi fazer de última hora e a carne ainda estava congelada, deixei uns 4 minutos no microondas, praticamente saiu cozida, e foi direto para a panela do molho, picada em cubinhos.
Preparo do molho:
- Numa panela, derreter a manteiga e fritar a cebola até dourar;
- Adicionar aos poucos (em fogo baixo) a farinha de trigo, mexendo sem parar, até formar uma pasta homogênea;
- Em seguida ir adicionando os ingredientes: mostarda, ketchup, manjericão, sal e pimenta;
- Colocar aos poucos a Guinness (cuidado ao abrir, se ela estiver quente vai dar uma explodida básica e sujar o que estiver por perto, pois ela tem uma cápsula de nitrogênio dentro, que é liberado da latinha quando aberta). Como também não é legal colocar ela gelada, para não esfriar o molho e atrasar o preparo, se você for ninja dá para abrir a latinha já apontando para dentro da panela. #Ficaadica;
Feito isso pode colocar a carne (eu não coloquei sal nela, já que o molho é um pouco forte) e deixar tudo “curtindo” mais uns 5 minutos na panela, ainda em fogo baixo.
Para dar uma graça eu adicionei uns 30ml de vinho do porto no final, para tirar um pouco o amargor da cerveja. Ficou delicioso!!! Comi junto com uma saladinha básica de alface e o risoto.
Tudo isso você faz em 30 minutos e servindo 04 pessoas. O custo total fica em torno de R$40,00. No meu caso, como tinha algumas coisas em casa eu comprei:
- Caldo de carne em potinho – R$2,39
- Cogumelos fatiados – R$6,00
- 01 latinha de Guinness – R$12,75
- 02 pacotinhos de risoto – R$3,80 cada
- bombom de alcatra – R$13,00
Espero que gostem e cozinhem! Quem fizer depois comenta como ficou. Se mexeu em ingredientes tambem, me fala como ficou.
Dessa vez não harmonizei com cerveja, mas eu palpitaria uma Bamberg Schwarzbier
Ontem, 21/09/2010, nós da @cerveja_gourmet estivemos presentes numa das muitas degustações de #cervejas promovidas pela Casa da Cerveja. O tema de ontem foram as recém chegadas cervejas francesas, trazidas por eles.
Confesso que eu resolvi ir à degustação pelo simples motivo de ter o pré-conceito de que as cervejas francesas e italianas não são nada demais, não tem aquele “tempero” especial.
Porém percebi significativa mudança atualmente no mercado de cervejas italianas e francesas no Brasil, a começar pelas italianas que chegaram há cerca de 01 mês no Brasil, as Grado Plato, trazidas pela Tarantino.
Já começo dizendo que a degustação foi sensacional, não só pelas cervejas que são muito boas, mas também pela ótima receptividade da Letícia Borges (Casa da Cerveja) e da Silene Saorin, sommelier de cervejas com grande experiência no mercado. Ouvir ela conduzindo a degustação é muito proveitoso, todos ficam super receptivos com as informações que ela passa. Quem ainda não teve a oportunidade de ser ouvinte dela em alguma ocasião, sugiro participar de alguma degustação com ela.
Bom, vamos às cervejas né?! O primeiro rótulo degustado foi a Etoile du Nord. Ela é produzida na Brasserie Thiriez, é uma Blond Ale bem leve, aromática, com média carbonatação, espuma branca, coloração dourada levemente turva e com 4,5% de álcool. Eu já tinha degustado essa cerveja numa ocasião anterior, no começo do ano, num dos eventos da @cervejacolorado onde Marcelo Carneiro nos cedeu um exemplar dessa garrafa. Confesso que minha percepção mudou bastante. Na época achei ela mais lupulada.
Na ocasião, a sugestão de harmonização foram pistaches e uvas passas, ficou muito boa a combinação. A arte de harmonizar nada mais é que uma brincadeira de testar, levando em consideração, é claro, algumas regrinhas gerais.
A próxima cerveja degustada foi a 3 Monts, uma biere de garde (cerveja de guarda). É uma Blond Ale, com boa presença de lúpulo, alta carbonatação, creme médio e persistente, de coloração dourada. Possui 5% de álcool e a temperatura de consumo fica entre 8° e 12°C.
Essa cerveja foi harmonizada com um lombo que estava espetacular. Em seu preparo ele ficou marinado de um dia para o outro na própria cerveja (3 Monts), e depois levemente temperada. A harmonização ficou perfeita, na minha opinião o lombo trouxe ao paladar um dulçor maior.
A terceira cerveja francesa da noite foi a Page 24. Ela possui coloração âmbar, média carbonatação, creme mais consistente e persistente, não pasteurizada e refermentada na garrafa. No sabor prevalece aromas de café e caramelo. A harmonização, que também ficou muito boa, foi com panetone de frutas.
E para encerrar a noite de degustações e harmonizações, experimentamos a cerveja La Maline, harmonizada com bolo de chocolate. Ela possui coloração escura, média carbonatação, creme bege, alto e persistente. No sabor traz notas de ameixa, carvalho e torrefação. É uma Amber Ale de 5,8% de álcool. Ela lembra bastante a Colorado Demoiselle, porém bem mais leve. Sua temperuta ideal de consumo gira em torno de 10°C.
Bom, fica a dica para vocês e cai meu preconceito contra as cervejas francesas. Achei as 4 muito boas, cada uma com suas peculiaridades. Em breve estarão disponíveis em nosso e-commerce. Para quem quiser comprar diretamente na Casa da cerveja, ela fica na Rua Lisboa, 502. Pinheiros.
Resolvi começar esta semana de uma maneira diferente, ao invés de apenas degustar uma bela cerveja, ou harmonizá-la com algum prato, eu cozinhei usando a cerveja. O resultado foi sensacional, dá até água na boca.
Comprei uma massa fresca numa casa de massas artesanais, que fica em Pinheiros, na esquina da Arthur de Azevedo com a Fradique Coutinho. Aliás eu indico lá para vocês, as massas frescas são feitas diariamente e são deliciosas.
Como eu estava mais empolgado com o preparo da carne, confesso que bateu a preguiça para fazer o molho do macarrão, ai comprei pronto nesse mesmo lugar um molho branco, e depois complementei ele com manjericões frescos.
Bom, vamos falar da carne. Os ingredientes que usei são:
- 500gr de filé mignon corte especial (eu comprei esse aqui, da Bassi, saiu uns R$16,00):
Para temperar:
- Sal a gosto
- Manjericão fresco
- Noz Moscada
- Azeite
- Pimenta do Reino
No tempero também vai a cerveja, nesse caso usei a Leffe Blond, por ser uma cerveja um pouco mais seca, com aromas frutados e condimentados:
A carne já veio cortada em bife. Peguei um refratário que coubesse ela, de forma que ela possa ficar “mergulhada” no molho. Temperei com sal, pimenta do reino, noz moscada, piquei com as mãos umas 6 folhas de manjericão e em seguida coloquei a cerveja. Meia garrafa (cerca de 175ml), dependendo do tamanho do frasco, é suficiente para cobrir a carne.
Deixar de molho na cerveja por umas 2h (quanto mais tempo deixar mais macia e temperada a carne ficará). Da próxima vez vou experimentar deixar de um dia para o outro e ver no que dá.
Bom, enquanto eu deixei a carne “de molho” na cerveja, fui preparar o macarrão, que não tem mistério.
Fervi água, deixei o macarrão cozinhando uns 5 minutos, adicionei sal e depois é só escorrer a água, colocar num refratário e pronto!
Recomendo colocar o molho no próprio prato, assim não deixa o macarrão seco, caso sobre para o dia seguinte.
Voltando para a carne, resolvi dar uma fritada rápida nela, na frigideira, pois filé mignon não é recomendável assar, fica duro e seco.
Coloquei um pouco de óleo e um pouco de manteiga e deixei fritando em fogo baixo, pois os bifes estavam bem grossos e gosto de deixar bem passado. Demorou cerca de 10 minutos. No começo, a carne vai soltar bastante líquido, mas depois de uns 5 minutos a panela vai começar a secar. Para garantir que o bife não vai queimar e ficar seco, depois de uns 5 minutos recomendo colocar um pouco do molho que sobrou no refratário usado para temperar, para dar uma “umedecida” na carne.
Para finalizar o jantar com chave de ouro, comprei um vinho (meia garrafa) que nunca tinha experimentado. Na verdade ele pode até ser conhecido, mas como não conheço nada de vinhos, comprei por alguns motivos:
- Origem: Chileno
- Preço: R$9,90
- Estilo: Carmenere
Ai pesquisando mais sobre ele hoje descobri o seguinte:
O Club des Sommeliers (marca do vinho que comprei) é uma associação de enólogos que seleciona safras interessantes de diversos países e estabalece uma parceria para vender vinhos a preços mais acessíveis, sob a marca da confraria. No Brasil os rótulos são comercializados pelo grupo Pão de Açúcar, podendo ser também encontrados nos supermercados Extra.
Abaixo as características do vinho:
Vinho chileno tinto que faz parte de uma seleção apurada dos melhores vinhos jovens com a melhor relação de custo-benefício. Este Carmenere possui aromas de frutas maduras, pimenta e notas de baunilha. Sua boca equilibrada é uma ótima companhia de carnes grelhadas e assados como o cordeiro.
Outras opções de harmonização por grupo de alimentos:
- Carne vermelha bovina, caprina e ovina;
- Frios embutidos, crus e defumados;
- Queijos de massa dura;
- Massas com molho à base de carne ou sabores pronunciados como funghi.
Ou seja, todas as escolhas foram ideais. A cerveja trouxe aromas e sabores específicos ao filé mignon. E o vinho harmonizou perfeitamente com a carne e o macarrão.
Eu adoro cozinhar, principalmente inventar receitas, é difícil eu seguir receitas prontas. Como me surpreendi com o resultado dessa brincadeira, compartilho aqui com quem quiser experimentar.
Fora o macarrão e o seu molho, todos os demais produtos você encontra no Pão de Açúcar. Eu comprei tudo no da Morato Coelho, em Pinheiros.
Espero que gostem!
Aconteceu no dia 24/06/2010 um jantar harmonizado no Empório Alto dos Pinheiros (EAP), onde a principal atração foram as cervejas Abadessa.
Para quem não conhece, a Abadessa é do sul, e começou a ser vendida aqui na capital paulista em maio deste ano. Para quem acha isso uma tarefa fácil, mal imagina o trabalho que ela dá para satisfazer seus apreciadores por aqui.
Isso se deve ao fato da cerveja não ser pasteurizada, logo ela precisa ser mantida sob refrigeração constante para não estragar. E como fazem para vendê-la aqui em São Paulo?
Pois bem, ela faz uma pequena viagem de cerca de 1.000km em caminhões refrigerados, para chegar fresquinha aqui para os cervejeiros de plantão.
Voltando ao jantar, as cervejas propostas para harmonizaçã foram a Slava e a Export. A degustação foi conduzida por Fabio Tozzi, responsável da Abadessa aqui em SP. O preço por Pessoa foi de R$ 45,00.
Abaixo a descrição de cada uma das cervejas:
Slava Pilsen – Cerveja de cor dourada clara, de espuma fina, compacta e persistente. No aroma, rica em notas florais e frutadas, de intenso frescor e elegância. Ao degustar tem uma cerveja leve e delicada com “lupulatura” generosa que remete a notas cítricas e herbáceas persistente em um final longo.
Cerveja natural, não filtrada e não pasteurizada.
-Teor alcoólico 4,1%.
Slava Export – Cerveja de cor cobre avermelhada e opaca, com espuma de boa concepção, de aroma bem equilibrado, com notas de caramelo e suave nuances de mel. Apresenta um paladar de boa estrutura e de elegante complexidade. Impressiona pela sua balanceada combinação entre os três tipos de maltes utilizados. De final seco e curto. Uma cerveja de caráter, verdadeiramente bem construída.
Cerveja natural, não filtrada e não pasteurizada.
-Teor alcoólico: 5%.
A harmonização aconteceu da seguinte maneira:
Entrada: Salada de folhas verdes harmonizada com a cerveja Slava Pilsen
Principal: Pernil de Porco assado na própria cerveja harmonizado com Abadessa Export
Se você ainda não degustou nenhuma cerveja da Abadessa, não deixe de degustar. Eu particularmente gosto da Slava, acho ela bem leve, refrescante, e com aromas e sabores que fazem dela uma cerveja pilsen bem superior às disponíveis no mercado. Ainda mais quando você toma ela com aquela sensação de bebida fresca, realmente é uma delícia!
Não deixe de provar também a recém chegada em SP, a Emigrator, uma doppelbock com 7,3% de álcool, ótima para se tomar neste inverno. Muito saborosa também, eu recomendo.
A família Abadessa você encontra lá no EAP com ótimos preços. Saúde!
Empório Alto dos Pinheiros
Rua Vupabussu, 305
Alto dos Pinheiros
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