Pessoal, segue abaixo mais um dos posts do amigo @MesaPra1 que passou uns dias na Argentina e resolveu enxergá-la de um modo diferente, com mais cerveja e menos tango!
Ainda temos 3 “episódios” dessa saga para publicar, acompanhem!
Após o Buller Pub & Brewery peguei o táxi e fui direto para o The Kilkenny Irish Pub, porém, o estabelecimento abre apenas por volta das 20h e eu não tinha essa informação, obviamente. Sabia que ali do lado tem o Cervelar Tienda de Cervezas. Resolvi ir a pé. Porém ai sim eu fui surpreendido novamente com as portas fechadas também! Também pudera: a região não é das mais movimentadas de Buenos Aires e o Cervelar é uma espécie de loja especializada em cervejas artesanais que também funciona como bar, para que você deguste as cervejas no próprio local.
Visitem o site do local e descubram o horário de funcionamento de uma das principais casas de cerveja artesanal de Buenos Aires.
Admito que começou a rolar um medo de que a próxima tentativa estivesse fechada também. Sendo assim, resolvi ir andando para o Cruzat Beer House. A caminhada foi muito bem recompensada: a quantidade de cervejas artesanais existentes no Cruzat é fantástica. Existem mais de 150 estilos diferentes de cervejas.
Enfim, o Cruzat fica em uma região mais movimentada da cidade e dentro de uma espécie de galeria com outros estabelecimentos. Com uma decoração demi-rústica, dependendo da hora que você chega, você encontrará os músicos passando o som no 2° andar ao mesmo tempo em que uma música medieval toca como som ambiente. Me recordo de ter saído por volta das 19h do local, ou seja, cheguei beeem cedo!
Cheguei relativamente cedo, visto que os portenhos tem o hábito de sair mais tarde. Havia alguns casais trocando carícias em um ambiente agradável e relativamente claro demais. Não sei se conforme o tempo passa, as luzes se apagam. As geladeiras com as cervejas artesanais ficam à mostra… só para atiçar ainda mais!
Peguei o cardápio e comecei a minha aventura com uma Sixtofer IPA de 6% de graduação alcoólica. Natural da Argentina. Muito boa!
Dei continuidade aos trabalhos com uma cerveja Kunstmann Torobayo. Uma Pale Ale Chilena, de produção limitada e 5% de graduação alcoólica. Respeitada. Horrível. Sim… não gostei não.
Uma cerveja argentina que me chamou muito a atenção foi a Beider Ginger Ale. Nunca havia tomado cerveja com/de gengibre. E como quem está no inferno abraça o capeta, corri de braços abertos em direção ao Beuzebu. Você também encontra as cervejas Beider Strawberry Ale e Peach Ale, bem como a Porter Chocolate. Olha, tem que gostar de gengibre, viu! Sorte a minha que gosto, mas não é o tipo de cerveja que você pediria 2.
Parei por aqui, pois sabia que ainda tinha muito a ser percorrido na noite! Aguardem os próximos posts!
Cruzat Beer House
http://www.cruzatba.com
Sarmiento 1617 Paseo la Plaza
Buenos Aires, Argentina
Olha só que bela sacada a criação dessa embalagem de cerveja. Ela se transforma de maneira que você pode usá-la como instrumento musical. Dentro do sixpack vem 2 baquetas, com uma rolha na ponta.
Depois de beber o pão líquido, só encher de água na medida certa e começar a se divertir. Ou, se preferir, vá tomando a cerveja e testando os sons de cada uma!

A primeira coisa que vem à cabeça quando falamos de Buenos Aires é um monte de coisa (que eu não falarei aqui) exceto cerveja, certo? Errado! A não ser que você seja uma das 1.300.000 pessoas que votaram no Tiririca. Caso você não esteja contido neste universo (o que remete às aulas de matemática: contido/não-contido; contém/não-contém) pretendo te ajudar com algumas dicas de lugares que vendem cervejas artesanais, provenientes da minha última visita à capital portenha, pois caso você não saiba, a província de Buenos Aires é uma das regiões com a maior quantidade de cervejas artesanais do mundo.
Reservei um sábado inteiro (leia-se: entre 16:00h e 03:00h) apenas para vagabundear por bares que fabricam cervejas artesanais em Buenos Aires, e/ou, vendem cervejas artesanais da Argentina. Finalizei a noite no Pub Crawl BA, apenas para me socializar um pouco mais e não parar de beber!
Minha primeira parada foi o Buller Pub & Brewery, localizado na Recoleta, logo atrás do cemitério e, apesar de estar localizado em um lugar relativamente turístico, para minha sorte, quando entrei, estava relativamente vazio. Porém, tive a vergonha de presenciar um fato ridículo: um brasileiro chegou no balcão e pediu, de uma maneira bem displicente, uma cerveja ‘cristal’. A garçonete entendeu ‘stout’. Meu, quando que alguém vai em um bar e pede uma cerveja ‘cristal’? Que vergonha que me deu nesse momento. Apesar da culpa total do cliente, a garçonete, educadamente (quase que esquecendo suas origens argentinas) entendeu a situação e serviu uma cerveja clara para o ser leguminoso.

Dentro do bar, é possível visualizar os tonéis de fermentação, bem como os demais aparatos necessários para o processo de fabricação da cerveja.
A casa possui 6 tipos de cerveja:
- Light beer: utiliza lúpulos europeus; baixo amargor; 4,5° de graduação alcoólica
- Dry stout: utiliza 8 variedades de malte; sabor de café e caramelo; 5,8° de graduação alcoólica
- India Pale Ale: utiliza lúpulos alemães; alto amargor; 6.0° de graduação alcoólica
- Hefeweizen: trigo; leve sabor de banana; 5.0° de graduação alcoólica
- Honey beer: utiliza mel (obviamente) originário do sul da província de Buenos Aires; 8.5° de graduação alcoólica
- Oktoberfest: utiliza muito malte Viena e Munique; baixo amargor; 5.5° de graduação alcoólica

Assim como a cervejaria Antares, é possível pedir um menu degustação com todos os tipos de cerveja e para petiscar, recomendo a porção de empanadas que conta com um diferencia: a massa das empanadas é um tipo de massa folhada, diferente, no bom sentido, da massa tradicional de empanada. Se não me engano, a degustação com 6 copos de 100ml cada custa cerca de 25 pesos e a porção com 4 empanadas custa 12 pesos.

Buller Pub & Brewery
http://www.bullerpub.com
Pres. Roberto M. Ortiz 1827
Buenos Aires, Argentina
(0)11 4808 9061
Post escrito por @MesaPra1 e reproduzido aqui no @cerveja_gourmet
A Eisenbahn Promoveu sua terceira edição do Concurso Mestre-Cervejeiro, onde o ganhador tem a sua cerveja artesanal produzida em grande escala pela empresa.
Para saber mais da edição deste ano e também dos ganhadores dos anos passados, visite o site oficial do concurso.
A vencedora deste ano foi a São Sebá. Seu criador é Sandro Singer, do Paraná. Ela deve chegar às prateleiras agora em novembro. Lembrando que as “prateleiras” são os raros lugares que encontramos cervejas artesanais e importadas, como o Melograno, na Vila Madalena, que promoveu o lançamento da São Sebá, agora segunda-feira passada, 04/10/10, além da Cerveja Gourmet, é claro.
A São Sebá é uma cerveja do estilo Belgian Dubbel, o escolhido para essa última edição do concurso. É da família das Ale (alta fermentação), de corpo médio e coloração avermelhada escura.
No sabor notamos malte, é um pouco adocicada e tem médio amargor. No aroma sentimos caramelo. Harmoniza com carnes de caça tipo faisão, pato, carne suína assada, carne de cordeiro, cogumelos e molhos a base de uva passas e ameixas. O teor alcoólico é de 9,3%.
Serão colocados no mercado 3 mil litros dela, e Sandro levará para casa 30 caixas de sua cria.
O mestre cervejeiro da Eisenbahn diz que o sucesso do concurso é resultado do interesse cada vez maior dos apreciadores da bebida pela produção de cervejas caseiras. “O consumidor em geral ainda está muito acostumado a beber a cerveja pilsen, mas vemos um interesse cada vez maior pelas cervejas especiais”, disse Gerhard.
Que venha então a São Sebá. Eu tive a oportunidade de degustar as campeãs dos anos passados, a Dama do lago e a Joinville Porter, são duas brejas sensacionais. Com certeza estou esperando bastante da São Sebá também!
Olha só o comercial da Achel que fizeram, bem legal. Não sei se alguém montou ou se é “oficial”, não sei se a igreja ia permitir a veiculação dessas cenas hahah. Tá mais para brincadeira mesmo
Nossa última aventura no quesito degustações de cervejas foi com alguns rótulos chilenos, trazidos pelo nosso confrade Paulo (@emporioap), para todos os membros da Confraria Cervejeira Paulistana.
Dessa vez não vou pontuar uma por uma, até porque acabei indo de última hora nessa degustação, fui meio despreparado. Mas no geral, as brejas são boas, eu diria que todas medianas, algumas boas. Valeu a experiência, principalmente a de experimentar (E ODIAR) a Brahma Stout, vendida lá em latinha.
Essa recomendação eu deixo para vocês: Degustem esses rótulos chilenos, mas não se arrisquem na Brahma, é tipo uma cerveja porter misturada com malzbier, meio nojenta…
Na minha opinião, as melhores chilenas dessa leva degustada foram as Tubinger e a Colonos.
Hoje teremos uma degustação TOP de belgas, todas raras e indisponíveis aqui no Brasil. Aguardem o post da semana que vem!!!