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9/12/10

Cervejaria Canoinhense, de Rupprecht Loeffler

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Alguns de vocês já ouviram falar de Rupprecht Loeffler (poucos até conheceram ele), cervejeiro vivo com  93 anos de idade, que toca até hoje a sua microcervejaria artesanal lá em Canoinhas, Santa catarina. O cara é uma lenda viva e bate cartão até hoje em sua cervejaria, fundada em 1908 pelo seu pai, além de ser um exemplo de saúde e disposição.

A cervejaria já virou ponto turístico na cidade, e recemente Rupprecht também ganhou um curta metragem de 15 minutos, que conta a sua história de vida com a Canoinhense.

Confira abaixo o trailer do curta:

Com a direção de Demétrio Panarotto, Luiz Henrique Cudo e Guto Lima, o curta-metragem Cerveja Falada foi lançado em 09 agosto.

Depois de fazer esse parênteses do curta metragem volto às cervejas. Eu ainda não tive tempo para conhecer as instalações lá no Sul, mas consegui 01 exemplar da Mocinha, da Jahu e da Nó de Pinho.

Eles produzem cerca de 1.500 litros de “pão líquido” por mês, divididos em 04 cervejas distintas:

- Mocinha
- Jahu
- Nó de Pinho
- Malzbier

Neste post falarei um pouco da Mocinha, a única que degustei por enquanto.

É uma cerveja com coloração dourada, meio turva e média carbonatação, com espuma branca e pouco densa. No rótulo não fala qual seu estilo, apenas que possui 2% de álcool. Ela é uma Amber Ale, mas ao meu ver foge um pouco das características do estilo. EXTREMANENTE doce, nunca tinha tomado uma cerveja assim. A primeira impressão foi que eu estava tomando uma pilsen comercial misturada com malzbier. Praticamente não há aromas e sabores de lúpulo, o álcool, apesar de ser 2%, é evidente demais. Parecia que eu estava tomando uma jurupinga.

Me parece que essa é a que menos gostam. Eu não gostei, tenho todo o respeito do mundo por ele, por sua dedicação e empreitada  cervejeira, mas não é uma cerveja para se tomar em quantidade ou apreciar devagar, ou seja, não sei em qual situação melhor se enquadra.

Bom, vamos ver as próximas degustações, acho que sábado eu abro as demais garrafas lá no QG Cerveja Gourmet.

Cervejaria Canoinhense:
Rua 3 de maio, 154 – Centro
Canoinhas – SC
47-3622-0358

4/07/10

Teste cego de IPAs

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Nessa foto só faltou a garrafa da Marston´s

O pessoal da Confraria Paulistana de Cerveja (o que me inclui, já que sou membro dela) promoveu uma degustação cega de IPA (para quem não sabe essa sigla representa o estilo de cerveja India Pale Ale) no dia 19/06/2010.

A degustação começou por volta das 16h, pois nos programamos para fazê-la antes do 3° Encontro dos usuários do site Brejas, ali no nosso cantinho e QG da Confraria, o EAP (Empório Alto de Pinheiros).

A princípio escolhemos 8 rótulos de IPAs:

Anderson Valley
Preço médio: R$15,00

Brooklyn
Preço médio: R$10,00

Colorado Indica
Preço médio: R$12,00

Falke Estrada Real
Preço médio: R$14,00

Flying Dog
Preço médio: R$15,00

Fuller’s
Preço médio: R$21,00

Marston’s
Preço médio: R$23

Meantime
Preço médio: R$42,00

E, para surpreender, nosso confrade André (@acancegliero), também membro da Confraria, trouxe um rótulo de IPA feito por ele, a Samurai. Não tem preço médio porque não está disponível à venda no mercado, olha ai ela:

Lote 0001 da Samurai

Foi o primeiro teste cego que a Confraria fez, ficamos bem animados, foi bacana e percebemos pelas degustações e pelo preenchimento das fichas de degustação que analisar cerveja não é tão simples assim, mesmo para aqueles que já estão habituados a escrever seus comentários no site Brejas.

Demoramos cerca de 40 minutos, uma média de 5 minutos por breja. Todos que participaram do teste cego não sabiam a ordem que elas seriam servidas. O Paulo, proprietário do EAP e também membro da Confraria, já agilizou essa parte e deixou nosso amigo Robson (Gerente do EAP) responsável por servi-las.

Para padronizar todas as cervejas, bebemos em taças, aquelas de Golden Carolus.

Segue abaixo as fotos que tiramos das cervejas, na ordem que foram servidas, e a ficha técnica delas:

Fuller’s
A Fuller´s IPA (India Pale Ale) possui coloração âmbar, espuma clara, aromas florais (lúpulo) e é refermentada na garrafa.
Origem: Inglaterra
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Graduação Alcoólica: 5,3% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperatura ideal de consumo: entre 5 e 7 °C
Copo ideal: Caldereta

Falke Estrada Real
A Falke Bier Estrada Real é uma IPA de cor acobreada, translúcida e creme bege de média duração. No aroma percebe-se notas de fermento, frutas, e lupulo herbal. No sabor o amargor do lupulo se apresenta e traz consigo sensações de malte torrado e biscoito.
Origem: Brasil
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale
Graduação Alcoólica: 7,5% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo, levedura e carboidratos
Temperatura ideal de consumo: entre 5 e 7 ºC
Copo ideal: Taça / Caldereta

Brooklyn
A East India Pale Ale é uma cerveja de cor âmbar, creme denso e duradouro. Tanto o aroma quanto o sabor trazem presença de lúpulo, refrescante, sem exageros. Mas é no sabor que o doce do malte se apresenta, suave e equilibrado.
Origem: Estados Unidos
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale
Graduação Alcoólica: 6,9% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperaturam ideal de consumo: entre 5 e 7 ºC
Copo ideal: Caldereta

Colorado Indica
De coloração âmbar, esta cerveja possui creme médio e persistente, aromas de lúpulo e malte.
Origem: Brasil
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Graduação Alcoólica: 7% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e rapadura
Temperatura ideal de consumo: entre 5 e 7 °C
Copo ideal: Caldereta

Flying Dog
De coloração âmbar, creme bege, aromas de malte e lúpulos florais e herbáceos, com retrogosto amargo e um pouco seco.
Origem: Estados Unidos
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Graduação Alcoólica: 7,1% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperaturam ideal de consumo: entre 5 e 7 ºC
Copo ideal: Caldereta

Marston’s
De coloração dourada, creme bege de média duração, aromas distintos de lúpulos, provenientes das 3 qualidades usadas (Goldings, Fuggles e Cascade) e notas cítricas
Origem: Inglaterra
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Graduação Alcoólica: 5,7% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperaturam ideal de consumo: entre 5 e 7 ºC
Copo ideal: Caldereta

Anderson Valley
De coloração marrom translúcida, creme bege de média duração, aroma e sabor marcantes de lúpulos, acompanhados do aroma adocicado de malte.
Origem: Estados Unidos
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Graduação Alcoólica: 7% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperaturam ideal de consumo: entre 8 e 12 ºC
Copo ideal: Caldereta

Meantime
De coloração âmbar, com presença de aromas de malte e lúpulo, bem equilibrados, notas cítricas, creme branco de média duração, bom drinkability.
Origem: Inglaterra
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Graduação Alcoólica: 7,5% vol.
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperaturam ideal de consumo: entre 5 e 7 ºC
Copo ideal: Caldereta

Samurai
De cor alaranjada, aromas de lúpulo e malte, creme branco de baixa duração, baixa carbonatação.
Origem: Brasil
Família: Ale
Estilo: India Pale Ale (IPA)
Graduação Alcoólica:
Ingredientes: Água, malte, lúpulo e levedura
Temperaturam ideal de consumo: entre 5 e 7 ºC
Copo ideal: Caldereta

E, para finalizar, juntamos todas as fichas de degustação devidamente preenchidas e fizemos a nota média final de cada uma. Segue o ranking do resultado:

1° Anderson Valley – 3,80

2° Meantime – 3,60

3° Flying Dog – 3,45

4° Brooklyn - 3,45

5° Colorado Indica – 3,33

6° Falke Estrada Real – 3,20

7° Fuller’s – 3,12

8° Samurai – 2,30

9° Marston’s – 2,08

De modo geral todas as brejas agradaram bastante e apresentaram as características essenciais do estilo IPA. Apenas comentando as duas últimas colocadas:

Samurai – O exemplar degustado estava sem carbonatação. O André disse que outras garrafas do mesmo lote estavam bem melhores. Vamos fazer esse tira-teima posteriormente, fazendo uma nova degustação da Samurai.

Marston’s – Apresentou aromas e sabores não característicos à cerveja em questão. Como muitas vezes já foi falado em fóruns e discussões, isso pode ser o resultado da garrafa ser translúcida, e proteger menos o líquido contra o meio externo.  Sem contar que o custo benefício dela é muito baixo. #ficadica

Na classificação acima, a Flying Dog e a Brooklyn tiveram um empate técnico de nota, que foi de  3,45. Levamos então em consideração a que teve maior nota individual como critério de desempate. Portanto a Flying Dog fica em 3° lugar no ranking das avalições.

Essas e outras cervejas vocês encontram à venda com os melhores preços da cidade na loja virtual Cerveja Gourmet e no Empório Alto de Pinheiros.

1/06/10

1 ano de Pão e Cerveja na CBN BH

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Neste último final de semana (29/05/2010) comparecemos ao evento do conhecido programa de rádio “Pão e Cerveja”, da rádio CBN BH, apresentado por Fabiana Arreguy. Em comemoração à 1 ano de programa (o equivalente numérico à 52 programas transmitidos), resolveram fazer uma edição especial.

Nessa edição contamos com a presença de ilustres figuras representando as cervejas artesanais, dentre eles Marco Falcone (Falke Bier), Marcelo Carneiro (Colorado), Alexandra Bazzo (Bamberg), Paulo Schiavetto (Grande mestre cervejeiro, criador da Medieval – Backer), Rodrigo Lemos (Blog Beer Architecture) e Ronaldo Morado (Larousse da Cerveja).
Todos participaram de uma incrível mesa redonda, que se estendeu durante todo o programa, que foi veiculado ao vivo, das 10h às 12h, direto da nanocervejaria Küdbier, em Nova Lima – MG.

Nós da Cerveja Gourmet chegamos uns 15 minutinhos atrasados, pois tivemos a infeliz surpresa de ganhar um risco na lateral do carro, proveniente de um dos milhões de caminhoneiros que dirigem com sono e causam acidentes na estrada, que nos fechou e quase nos tirou da pista (só um desabafo, vamos voltar ao que interessa…).

Assim que entramos em território “kudbeerense” demos de cara com os cervejeiros caseiros montando “suas mesas”. Fomos também recebidos pelo Alencar, proprietário da Kudbier, que nos convidou a tomar um café da manhã, enquanto ouvíamos o programa, que já estava rolando.

Encerrado o programa, começou a confraternização, e os portões foram abertos ao público. A partir daí o local ficou cheio de interessados, que tiveram a oportunidade rara de degustar brejas caseiras, além de saborear deliciosos pratos que estavam sendo feito na hora pelo pessoal do Frei Tuck.

Vou dizer que, mesmo sendo um adorador de boas cervejas, chegou uma hora que começou a ficar difícil degustar uma nova, de tantas opções que tínhamos lá, principalmente na versão chopp. Bom, assim que começamos a tomar cerveja, degustamos:

- Chopp Falke Bier – Pilsen e Bock
- Chopp Rugbeer O´Driscoll
- Chopp Grimor
- Chopp Vinil
- Chopp Jambreiro
- Chopp Kudbier
- Chop Taberna do vale – Weiss e Vitus
Resumindo, foi uma experiência inusitada, até porque estávamos achando que ao término do programa, iríamos para o Frei Tuck, mas no final das contas rolou tudo lá na Kud Bier, o que facilitou à todos. Saímos de lá com pelo menos 20 garrafas, que nos acompanhou até aqui, em São Paulo. Até porque lá na hora do evento os cervejeiros caseiros levaram apenas algumas versões em chop, muitas outras apenas tinham engarrafadas, e vice-versa. O que conseguimos na hora, trouxemos :)
E conhecemos muita gente legal, mas merecem destaque as meninas da CONFECE

Apesar do curto tempo que ficamos em BH, de noite fomos jantar num bistrô, naquela região onde há vários bares e restaurantes (não me pergunte o nome do bairro nem o nome do Bistrô, sei que ele fica na frente de um restaurante japa, não sei se ajuda, hahah) que digo desde já que foi uma das comidas mais deliciosas que comi na minha vida.
Experimentamos um risoto verde de parma com brie, espetacular!!! E também um escondidinho de carne de panela, divino!!! Os dois pratos saem em torno de R$40 cada.
Posso dizer, de boca cheia, que esse restaurante deixa poeira para vários famosos e caros aqui de Sâo Paulo. Ainda estou na dpuvida se ele não seria o melhor em que já comi, mas está no TOP3.

Bom pessoal, espero ter passado um panorama geral desse final de semana, saúde! E pão e cerveja à todos!

Para conferir todas as fotos acesse no flickr CLIQUE AQUI

Para quem tem preguiça segue uma prévia abaixo: