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23/03/11

Cervejas de guarda: Já imaginou degustar uma cerveja da década de 80?

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O mercado de cervejas especiais teve o seu “boom” nos últimos 2 anos e se fortificou bastante em 2010, principalmente com a abertura de várias importadoras especializadas em cervejas, além de pubs, bares, lojas, empórios e e-commerce, como é o caso da Cerveja Gourmet. Isso já facilitou muito a procura por determinados rótulos, principalmente em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e algumas cidades do sul, como Porto Alegre, Curitiba, Blumenau, dentre outras.

Mas ainda há algumas cervejas que são consideradas raras pela pequena produção e porque chegam nas mãos de poucas pessoas, como é o caso de edições limitadas lançadas pelas cervejarias artesanais brasileiras, tanto em chope quanto em garrafa (exemplos: Colorado Ithaca, Colorado Double India Pale Ale, Bamberg St. Michael, Biertruppe Vintage Nº1, e a novata Wals Brut).

Porém temos cervejas mais raras ainda, aquelas conhecidas como as cervejas de guarda (nesse caso as raras seriam de lotes que foram produzidos já há alguns anos atrás), que podem ser tomadas depois de muitos anos, como é o caso da canadense Trois Pistoles (com validade de cerca de 8 anos) e a italiana Baladin Xyayu (onde no rótulo, no campo data de validade, o fabricante especifica “Consumir antes do fim do mundo“).

O Frangó, por exemplo, oferece em seu menu uma degustação vertical da belga Cuvée van de Keizer. Se não me engano, há garrafas de safras desde 2000.

Bom, e por que eu expliquei tudo isso? Porque não faria sentido algum eu dizer que um amigo abriu uma RARIDADE de garrafa da década de 80 neste mês de março. Alguns me perguntariam se ele ainda está vivo!

(mais…)

28/07/10

Cervejas e Fábulas

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Lembra dos irmãos Grimm? Aqueles que acompanharam sua infância com contos e fábulas como Chapéuzinho Vermelho e Branca de Neve…

Pois é, agora você não precisa ser criança, (ou pai) para estar inserido no universo dos contos dos irmãos Grimm.

A cervejaria americana, Grimm Brothers Brewhouse, resolveu homenagear os irmãos que tanto contribuiram com a nossa imaginação e criaram 3 cervejas cujos rótulos ilustram conhecidas historias dos irmãos Grimm.

A cervejaria, que fica em Colorado, faz cervejas com base em antigas receitas alemãs, especialmente aquelas que foram proibidas em 1500 pela Lei da Pureza.

A “Little Red Cap” é uma Dusseldorf Altbier inspirada no conto “Chapeuzinho Vermelho”

A “Snowdrop” é uma cerveja do estilo Kottbusser baseada em “Branca de Neve”

E a “The Fearless Youth”, uma Dunkel Lager inspirada no conto, menos conhecido por aqui, ora traduzido como “João Sem Medo”

Se ficou curioso para conhecer a história de cada uma delas, acesse o site da cervejaria, lah você encontra uma versão do conto para cada cerveja.

19/07/10

Birras de Inverno

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Depois de algumas semanas sem saber se era inverno ou verão, se 2012 teria se antecipado e, sem avisar, desorientado todos com um “veranico” em pleno inverno, fazendo todos guardarem os casacos e passarem semanas em um belo calor, finalmente mudança de temperatura.
Mas como tudo isso é culpa do efeito estufa, dos Maias que fizeram um calendário pela metade – fazendo todos acreditarem que o fim do Mundo estaria próximo e todas essas coisas que já sabemos -, o inverno voltou e veio com toda força. Então, nada melhor que uma cerveja para esquentar esse inverno delicioso. Que tal?

Todos dizem que o vinho é bebida de “gente fina e elegante” e uma boa pedida para o inverno.
Isso não deixa de ser verdade, por ter um elevado teor alcoólico e, alguns, corpo “robusto”, trazendo sensação de calor às pessoas.
Mas estou aqui para tirar essas rotulagens da sociedade e trazer novas sensações para essa mesma “gente fina e elegante” aquecer-se no inverno que esta fazendo.

No exterior o hábito de consumir cerveja é grande no inverno. Isso se dá pela produção de cervejas sazonais.
Na Europa, principalmente, estas cervejas são encontradas em grande escala, muito diferente do Brasil e do resto da América. Isso por aqui serem novas escolas cervejeiras e o consumo da bebida se dar, infelizmente, entre uma classe mais baixa e relativamente leiga no assunto.

No Brasil, as micro-cervejarias começaram a produzir suas cervejas sazonais.
A Bamberg Bier, de Vortorantim, produz cervejas do estilo Bock (que esse ano virou DoppelBock e a Alt). A Baden Baden é a outra responsável por esse tipo de produção, com a Celebration Inverno (uma DoppelBock) e a Trippel.
Outra cervejaria, essa de âmbito nacional, é a Imbev, que produz a Kaiser Bock e, por incrível que pareça, é uma cerveja que surpreende. Bem equilibrada e bom sabor.

Essas cervejas citadas acima, em seus países de origem, não são cervejas sazonais – com exceção a DoppelBock, que é mais consumida nos meses de frio.

Outras cervejas encontradas no mercado são boas opções para driblar o frio e alegrar a alma.
Uma das opções são as cervejas chamadas Vintage. Infelizmente proibida à produção no Brasil, por não ser considerada cerveja pelo ministério da agricultura (em minúsculo mesmo, pois é uma vergonha).

As cervejas do estilo Vintage são geralmente passadas em barrica de carvalho e com graduação alcoólica elevada. São também produzidas com mais malte que o normal para isso dar mais estabilidade à cerveja.
No Brasil duas cervejarias realizaram a produção desta beldade. A Colorado, cervejaria de Ribeirão Preto, produziu a Black rapadura: uma Imperial Stout, com rapadura escura, que por levar o nome Vintage no rótulo foi proibida à venda. Depois de muita luta, o nome foi trocado para Ithaca e entrou à venda essa semana, depois de 1 ano e meio.

A outra cervejaria é a Bamberg, mas então com os parceiros “Biertruppe”, realizando a produção da BierTruppe Nº1 Vintage, que também não foi autorizada a venda. Bom, para os amigos e poucos apreciadores que poderão ter em casa um exemplar desta bebida, a minha caixa esta garantida e embarcando no aeroporto, para mais tarde ser apreciada e fazer inveja no twitter “pro pessoal”.

Alguns outros estilos são de boa pedida para o inverno, como a Barley Wine, conehcida como vinho de cevada, por ter características parecidas com o vinho e ter uma durabilidade maior de guarda. A Red Ale da Baden Baden e a Magnun, da Schmitt, são bons exemplos deste estilo aqui no Brasil.

Algumas cervejas escuras, como as Stout e Porter, podem ser boa pedida para o inverno também. Mas, nesse caso, a melhor escolha são os sub-grupos, que geralmente são mais encorpados e com grau elevado de álcool.
Outra pedida são cervejas com maior graduação alcoólica, como a IPA da Anderson Valley, que tem 7,0% de teor alcoolico e, geralmente, é vista como uma cerveja para se refrescar, visto sua cor puxada para o cobre e não tão escura.

Esses são alguns estilos que você pode se deliciar no inverno. Com notas magníficas e surpreendentes de frutas secas, frutas vermelhas, caramelo, café, chocolate, cacau e muitas outras para fazer você sair um pouco daqueles aromas já conhecidos do vinho.

Eu estou fazendo isso agora. Sim, às 15:04h de uma sexta-feira chuvosa (estou de férias, portanto eu poso – rs). Cá estou eu fugindo do frio com uma “Oatmeal Stout” da micro-cervejaria americana “Anderson Valley”: uma cerveja escura, com um belo creme bege, sabor chocolate, café, malte torrado e caramelo.
Mesmo sendo uma cerveja de 5,7% ABV, é uma boa pedida para começo do “esquenta”, já que traz notas que ajudam na sensação de calor.

A dica que deixo é a seguinte: vamos deixar o pré-conceito e o preconceito de lado, ir para uma boa casa que venda estas beldades e colocar seus sentidos à prova. Só assim, provando e aprovando, que você vai saber se está apto para encarar essas belas ruivas, morenas e loiras. Ou se vai ser mais um com “medinho” delas!?

Se estiver afim de encarar ai vai uma listinha com algumas cervejas para o inverno encontradas em casa especializadas como Cervejas Gourmet, Cervejas Net, Forneria Melograno, Academia da Cerveja (Florianópolis), Craft Beer (Florianópolis);

Cerveja Coopers Best Extra Stout 375ml Alc. 6,3% Vol.
Cerveja Backer Medieval 330ml Alc. 6,7% Vol
Cerveja Chimay Red 330ml Graduação Alcoólica: 7%. vol
Coopers Vintage Ale 375ml Alc. 7,5% vol
Cerveja Paulaner Salvator 330ml – Extrato Primitivo: 18,3% vol. Álcool: 7,5% vol.
Cerveja Wals (Wäls) Dubbel 750ml Alc: 7,5% vol
Cerveja Weihenstephaner Vitus Weizenbock 500ml Alc: 7,7%vol
Cerveja Flying Dog Imperial Porter Gonzo 355ml Alc: 7,8% vol
Cerveja Ola Dubh 18 Special Reserve 330ml Alc: 8%vol
Cerveja Ola Dubh 40 Special Reserve 330ml Alc: 8% vol
Cerveja Chimay Cinq Cents 750ml Graduação Alcoólica: 8% vol
Cerveja Schneider Aventinus 500ml Graduação alcoólica: 8,2%. vol
Cerveja Fullers Vintage Ale 2009 500ml Alc 8,5 % vol
Cerveja Schmitt Barley Wine Magnum 750ml Alc. 8,5% vol
Cerveja Eggenberg Doppelbock Dunkel 330ml 8,5% de teor alcoólico vol
Cerveja Fullers Golden Pride 500ml
Cerveja Bamberg Alt Bier Edição 2010 355ml
Cerveja Chimay Blue 330ml Graduação Alcoólica 9% vol
Cerveja Trappistes Rochefort 8 330ml Alc. 9,2%vol.
Cerveja Eggenberg Urbock 23º 330ml 9,6% de teor alcoólico. vol
Cerveja Malheur 10º 750ml Alc.10% vol
Brooklyn Black Chocolate Stout: (sazonal) Alc. 10,1% vol
Cerveja Flying Dog Barley Wine Horn Dog 355ml Alc 10,2% vol
Brooklynh Monster Ale: (sazonal) Alc. 10,8% vol
Cerveja Cuvee Van de Keizer Blauw (Azul) 750ml Alc:11% vol.
Cerveja Trappistes Rochefort 10 330ml Alc: 11,3% vol.
Cerveja Malheur 12º 750ml 12% de teor alcoólico vol.
Cerveja Wals Quadruppel 360ml

Fotos de Michele Meiato Xavier (@MicMX)

Este texto foi reproduzido e autorizado pelo seu autor, Guilherme Schwinn
@guischwinnchef
http://gastrobirra.wordpress.com